Amor & Caridade

Amor & Caridade

AMOR & CARIDADE

Dificuldades?
Nao perca tempo, lamuriando.Trabalhe.

Incompreensões???
Nao busque torná-las maiores, através de exigências e queixas. facilite o caminho
.
Tristezas? afaste-se de qualquer disposição ao desânimo.
André luiz-"Coragem"

domingo, 15 de janeiro de 2012

Túmulo de Cezar Cunha e João Montañi

Cezar Cunha,mentor da casa,recebeu essa homenagem do povo de Uruguaiana.
Médico humanista e incansável trabalhador do espiritismo de tamanha bondade e caridade.
Nosso irmão Paulo Cezar dando uma geral caprichosa em seu túmulo.


Após esse trabalho está dedicado agora à recuperação do fundador da casa João Montañi e sua esposa,quando terminar postaremos o trabalho já concluido.





terça-feira, 4 de outubro de 2011

trabalhos



Os sábados com as vós são sempre momentos especiais para todos ..
bjs
Moises

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Medicina reconhece obsessão espiritual

Código Internacional de Doenças (OMS) inclui influência dos Espíritos - Medicina reconhece obsessão espiritual

Por Dr. Sérgio Felipe de Oliveira*

A obsessão espiritual como doença_da_alma, já é reconhecida pela Medicina. Em artigos anteriores, escrevi que a obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do Ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito. 

No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos com essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social. Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do indivíduo e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade: mente, corpo e espírito.

Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral: iológico, psicológico e espiritual.

Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado_de_transe, que é um item do CID - Código Internacional de Doenças - que permite o diagnóstico da interferência espiritual Obsessora.

O CID 10, item F.44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por doença.

Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença.

Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos - nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura bem como na interferência de um ser desencarnado, a Obsessão espiritual.

Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios.

O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura.

Na Faculdade de Medicina DA USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, que coordena a cadeira (HOJE OBRIGATÓRIA) de Medicina e Espiritualidade.

Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas.

Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas.

Em minha prática clínica (também praticada por Ian Stevenson), a grande maioria dos pacientes, rotulados pelos psiquiatras de "psicóticos" por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos (clarividência), na verdade, são médiuns com desequilíbrio mediúnico e não com um desequilíbrio mental, psiquiátrico. (Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma Medicina que leva em consideração o Ser Integral).

Portanto, a obsessão espiritual como uma enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo.

*Dr. Sérgio Felipe é médico psiquiatra que coordena a cadeira de Medicina e Espiritualidade na USP.

O Filme dos Espíritos-Trailer

Filme dos Espíritos lança seu trailer oficial!

Com um minuto de duração, o trailer aborda a delicada questão do suicídio, e a descoberta de O Livro dos Espíritos em uma jornada de autoconhecimento e transformação. Distribuído pela Paris Filmes, tem atuação de Ana Rosa e Nelson Xavier. Assista e confira mais informações acessando http://mundomaiorfilmes.blogspot.com/

Fonte: FEB

sábado, 11 de junho de 2011

PAI,COMEÇA O COMEÇO!

Achei muito interessante esse texto que me reverteu à minha infância quando meu pai,mãe ou algum de meus irmãos mais velhos começavam o começo prá mim.

Não sei quem é o Nelson,mas abrigado pela recordação.


“PAI, COMEÇA O COMEÇO!”

Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: - “pai, começa o começo!”. O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.

Meu pai faleceu há muito tempo (e há anos, muitos, aliás) não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, “começar o começo” de tantas cascas duras que encontro pelo caminho. Hoje, minhas “tangerinas” são outras. Preciso “descascar” as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios.

Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis......

Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para “começar o começo” era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta. O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado. Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.

Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus:

“Pai, começa o começo!”. Ele não só “começará o começo”, mas resolverá toda a situação para você.

Não sei que tipo de dificuldade eu e você encontraremos pela frente neste ano. Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: “Pai, começa o começo!”.



Autor Nelson

Sem Dúvida 001

O Programa "Sem Dúvida" da TV Mundo Maior responde,através de expositores espíritas as mais diversas perguntas de populares sobre diversos temas.
Assista o programa nº 001 aqui e acesso os demais no youtube(http://www.youtube.com/watch?v=KAqG6t7jZ2A&feature=related).


segunda-feira, 6 de junho de 2011

"A coluna que (quase) ninguém lê."Bocão”

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Bocão

Hoje, para os nossos jovens, não estamos enviando uma mensagem psicografada por Chico Xavier e ditada pelos grandes Benfeitores que o acompanharam.

Hoje, estamos enviando aos nossos jovens um artigo de uma jornalista cujo nome é interessante que todos guardem, por trazer, em nome do amor, palavras que alertam, palavras que orientam, palavras que despertam...

Essa jornalista chama-se Eliane Brum e escreve na revista Época, na Editora Globo.

Abaixo, transcrevemos o seu artigo desta semana, realmente comovente.

Ah, a propósito: o nome do artigo é "A coluna que (quase) ninguém lê."

Por que será? Vamos ler para descobrir?

Abraço carinhoso, tenham todos uma semana abençoada.

Lori - Moderação

Lista Espírita André Luiz


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ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).
E-mail: elianebrum@uol.com.br
Twitter: @brumelianebrum

A coluna que (quase) ninguém lê

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI237071-15230,00-A%20COLUNA%20QUE%20QUASE%20NINGUEM%20LE.html

Bocão morreu. Tinha esse apelido por causa do sorriso largo, que dava vontade de rir com ele. Por que Bocão ria? Não sei. Por teimosia, talvez. Ou porque sabia que a expectativa de vida dele era de menos da metade da média dos brasileiros e já nascera com menos dias de riso. Bocão tinha ainda outros dois nomes: o do registro, Alexsandro Rocha da Silva, e o do rap ligado ao Grupo de Apoio à Prevenção da AIDS (GAPA), MC Alex. Ele fugiu de casa aos 7 anos para morar nas ruas de Porto Alegre porque o padrasto batia na mãe. E ele bateu no padrasto. E o padrasto bateu nele. História comum entre as crianças e adolescentes das ruas do Brasil. Morreu neste final de maio de uma doença oportunista da AIDS, empurrado de um hospital a outro. Foi enterrado pelo pai que o procurava – e o encontrou.

Bocão viveu mais do que todos. Fez, como costumava dizer, “hora-extra na Terra”. Ele era o último protagonista de uma das histórias mais bonitas que testemunhei em minha vida de repórter, de gente. Em março de 1994, um grupo de guris de rua da capital gaúcha rodeou uma mulher que conheciam por causa do sopão dos pobres. Deirdre Bicca era o seu nome. Ela era professora de matemática. Aqueles meninos estropiados de frio, de fome, de tiro, de droga, de polícia, de HIV, a rodearam não para assaltá-la, como a maioria pode ter pensado. Eles pediram a ela algo pungente: pediram escola.

“A senhora pode dar aula para nós? A gente precisa de estudo para o nosso futuro.” Deirdre começou então a alfabetizá-los primeiro numa praça, depois na escadaria da Igreja das Dores, de onde foram expulsos. E ainda foram enxotados de muitos lugares até conseguirem ter aulas ao relento, no Parque da Redenção. Fora, sempre fora.

Formavam a Turma do Cachorrinho, assim batizados pela rua porque guardavam carros na praça onde também estacionava o cachorro-quente mais famoso da cidade, o cachorro-quente do Rosário. E Rosário é o nome de um tradicional colégio privado onde jamais entrariam. Aqueles meninos com olhos de velho realizaram uma das utopias mais belas e dolorosas deste país – uma escola que sobrevivia a eles. Em um ano em que os acompanhei, sete morreram antes dos 20 anos. Mas, para cada um que morria, eles botavam outro guri de rua no lugar. Para que a escola vivesse. Eles morriam, mas o sonho não. Bocão foi o último.

Mas o último dos primeiros. Uma década atrás, duas jornalistas (Clarinha Glock e Rosina Duarte) criaram com a Turma do Cachorrinho o jornal Boca de Rua. Pelo jornal, com suas mãos e mentes, os meninos se inscreveram na história. Agora não é mais a escola, mas o jornal que vive além deles. E é o bocão de Bocão que estampa o primeiro número – hoje histórico – do jornal. Como diz Rosina, Bocão trazia o nome do jornal no próprio nome.

Uma das muitas noites tristes da vida de Bocão aconteceu ao apanhar da polícia por arrombar um carro para dormir no banco de trás porque temia morrer de frio no inverno gaúcho. Em outra foi marcado por um corte de palmo e meio na barriga que levou seis meses para fechar. Um dos dias felizes da vida de Bocão aconteceu ao ser barrado em um dos principais centros culturais da cidade pelo segurança. Ele lá estava com os companheiros para exibir um filme sobre a experiência do jornal. O segurança perguntou diante de suas roupas de muitas mãos: “Quem são vocês?”. E Bocão não hesitou, apropriando-se do que havia se tornado: “Nós somos os autores”. E foi Bocão que, ao escolherem o título de um livro sobre as escrituras do povo de rua, disse, em um belo achado de linguagem: “Histórias de Mim”.

Quando morreu, uma assistente social comentou: “Ele não tinha nenhum documento. Parecia que nunca havia existido”. Ela estava enganada. Bocão existiu de várias maneiras. E seguirá existindo – porque a ideia que ajudou a construir vive. A morte o calou, mas o que escreveu segue falando pelo Boca de Rua. E seu sorriso está lá, nos lembrando que a vida quer viver.

Alguns podem ter estranhado o título desta coluna. A quem chegou até aqui – porque boa parte não chega –, quero explicar. Em mais de dois anos escrevendo neste espaço, comprovei que os textos menos lidos são aqueles sobre moradores de rua. No início, isso me chocava e me entristecia profundamente. Hoje, entendo que é lógico que, assim como a maioria finge não vê-los nas ruas concretas, também finge não vê-los em todas as camadas de mundo. Para mim, que não me pauto pela audiência, mas pela relevância, esta é uma excelente razão para continuar escrevendo sobre moradores de rua. Meus leitores podem não ler, mas vão ter de fazer a escolha de não ler. Porque aqui está visível. E será preciso assumir a decisão de fazer de conta que eles não existem. E que cada um de nós não tem nada a ver com a sua vida – e com a sua morte.

Quem quiser se conectar com a realidade na qual estamos todos implicados, mesmo quando fingimos que não estamos, pode acessar as colunas menos lidas de minha trajetória neste site: O homem sem país, Uma história de luz, A guria dos 7.

Quem sabe um dia mais gente comece a estranhar que alguns já nasçam com direito apenas a um terço da vida. MAIS...


CRÉDITOS:

Imagem recebida por e-mail, sem autoria.

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

tudo passa


Todas as coisas, na Terra, passam...
Os dias de dificuldades passarão...
Passarão também os dias de amargura e solidão...
As dores e as lágrimas passarão.
As frustrações que nos fazem chorar...
Um dia passarão.

A saudade do ser querido que está longe, passará.
Dias de tristeza...
Dias de felicidade...

São lições necessárias que, na Terra, passam, deixando no espírito imortal as experiências acumuladas. Se hoje, para nós, é um desses dias repletos de amargura, paremos um instante.

Elevemos o pensamento ao Alto, e busquemos a voz suave da Mãe amorosa a nos dizer carinhosamente: isso também passará...

E guardemos a certeza, pelas próprias dificuldades já superadas, que não há mal que dure para sempre. O planeta Terra, semelhante a enorme embarcação, às vezes parece que vai soçobrar diante das turbulências de gigantescas ondas.

Mas isso também passará, porque Jesus está no leme dessa Nau, e segue com o olhar sereno de quem guarda a certeza de que a agitação faz parte do roteiro evolutivo da humanidade, e que um dia também passará...

Ele sabe que a Terra chegará a porto seguro, porque essa é a sua destinação.

Assim, façamos a nossa parte o melhor que pudermos, sem esmorecimento, e confiemos em Deus, aproveitando cada segundo, cada minuto que, por certo...
“Também passarão...”

“Tudo passa... exceto DEUS!"

Deus é o suficiente!


(Emmanuel/ Francisco Cândido Xavier)

*

sábado, 21 de maio de 2011

Problemas de Entendimento - Richard Simonetti

Texto retirado do site do autor

Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.
Diferenças culturais e educacionais geram problemas de comunicação.
O que nos parece óbvio e cristalino, pode parecer duvidoso ou nebuloso para outra pessoa ou vice-versa.
Constata-se isso nas rotinas do dia-a-dia, nos bancos escolares, na vida social e profissional, nas atividades religiosas…
Acontece particularmente no lar:
Se o marido diz que é preciso economizar, a cara-metade entende que a considera uma “metade cara”.
Se a esposa pede colaboração no cuidado da casa, o marido imagina que ela “não quer nada com a dureza”.
Outro exemplo está no pagamento de sinistros.
Sinistro é acidente, no jargão das companhias de seguro.
Para habilitarem-se ao ressarcimento dos prejuízos, os segurados fazem um histórico da ocorrência. Aqui surgem as complicações, porquanto algumas de suas alegações são decididamente extravagantes. Parecem textos humorísticos.
Alguns exemplos:
Eu estava com o veículo regularmente estacionado, quando um vagão de trem colidiu com meu carro.
Eu bati contra um carro parado que vinha em direção contrária.
A causa indireta do acidente foi um rapazinho, num carrinho pequeno, com uma boca enorme.
Eu disse à polícia que não estava machucado, mas quando tirei o chapéu, percebi que havia fraturado o crânio.
O pedestre não tinha idéia de onde ir; então eu o atropelei.
Eu vi um velho mole, de cara triste, quando ele caiu no teto do meu carro.
Eu vinha dirigindo há quarenta anos, quando dormi no volante e sofri o acidente.
De volta para casa eu entrei com o meu carro na casa errada e bati numa árvore que não é minha.
Eu estava a caminho do médico com um problema na traseira, quando minha junta universal caiu, causando o acidente.
Um carro invisível veio, não sei de onde, bateu no meu carro e desapareceu.
Na tentativa de matar uma mosca eu atropelei o cidadão.
Eu saí do acostamento, olhei para a cara da minha sogra e caí pela montanha abaixo.
Pobre sogra! Sempre envolvida em sinistros…
***
Os segurados que apresentaram essas “preciosidades” eram motoristas habilitados; portanto, alfabetizados. No entanto, experimentaram incontornável dificuldade para avaliar, definir e explicar com clareza e objetividade os acidentes em que se envolveram.
Se isso acontece em relação a fatos do dia-a-dia, que dizer de um princípio como a reencarnação, que envolve complexas experiências que se estendem ao longo dos milênios?
***
Algumas “preciosidades”:
Alguém explicava que os Espíritos compõem famílias espirituais, que se reúnem em experiências reencarnatórias.
Reclamou a senhora que vive às turras com o marido:
– O quê! Deverei suportar outra vez aquele traste?!
Não sabe que uma das finalidades principais do casamento é a harmonização das almas, impossível de ocorrer quando apenas “suportarmos” o cônjuge.
E o mal informado usurário, preocupado com seu patrimônio, imagina:
– A idéia é ótima! Reencarnarei como filho de meu filho e herdarei minha própria fortuna!
Mais provável que reencarne como neto da humilde faxineira, confinado na pobreza para vencer a usura.
***
Noutro dia me perguntaram:
– Como pode a reencarnação existir desde o aparecimento do Homem, se a Doutrina Espírita surgiu no século passado?
As pessoas não entendem que Espiritismo não inventou a Reencarnação.
Apenas a enuncia e explica, situando-a como lei divina que disciplina o progresso dos Espíritos, oferecendo-lhes experiências na carne, compatíveis com suas necessidades.
Há a clássica pergunta, que se constitui no surrado argumento usado por pessoas que negam a reencarnação:
– Se os Espíritos reencarnam sempre, num interminável ir e vir; se são sempre os mesmos, como explicar o crescimento da população terrestre?
Essa dúvida, aceitável no ignorante, é inconcebível nas pessoas que, pretendendo contestar os princípios espíritas, proclamam tê-los estudado.
Qualquer iniciante sabe que:
• A população de Espíritos desencarnados é bem maior que a dos encarnados.
• A criação de Espíritos é infinita.
• Há Espíritos imigrantes que vêm de outros planetas para experiências na Terra.
Esses fatores, somados, compatibilizam, tranqüilamente, a reencarnação com o crescimento populacional.
***
Uma pergunta curiosa:
– Não entendo como fui alguém que viveu outras vidas, em séculos passados! Não posso ser outra pessoa!
Essa dúvida exprime dificuldade em distinguir entre personalidade e individualidade.
Um ator, ao longo de sua vida, representa muitos papéis – é o homem, é a mulher; é o velho, o moço, o bandido, o mocinho, o rico, o pobre, o aluno, o professor, o pai de família, o filho problema… É, sobretudo, ele mesmo.
Vive múltiplas experiências, assume incontáveis personalidades, acumula conhecimentos, sem perder sua individualidade.
O mesmo acontece com o Espírito, no suceder das reencarnações.
Mudam os papéis, obviamente relacionados com o estágio evolutivo alcançado (o honesto jamais será um larápio; nem viciado o virtuoso, ou egoísta o altruísta) mas será sempre ele mesmo, com suas tendências e aptidões, a incorporar valores, amadurecendo, crescendo espiritualmente, em vivências que o conduzirão aos estágios mais altos de espiritualidade.
A partir desse entendimento, surge a indefectível dúvida:
Se é assim, se somos sempre o mesmo indivíduo, vivenciando sucessivas personalidades, por que esquecemos?
Não seria mais produtivo conservar a lembrança das vidas anteriores, principalmente quando sofremos as conseqüências de nossas faltas? Não seria mais fácil admitir que estamos pagando dívidas, guardando a lembrança delas?
São argumentos interessantes.
Parecem evidenciar que o esquecimento do passado não é razoável, nem proveitoso.
Na verdade, ocorre o contrário.
Em favor de nossa própria estabilidade, é indispensável que a reencarnação esteja contida em compartimento estanque; que vivamos cada uma isoladamente, sem consciência das anteriores, apenas acumulando experiências.
Uma atriz, reportando-se ao início de sua carreira, confessou que assimilava tão intensamente as personagens representadas no teatro, que estas acabavam exercendo forte influência sobre seus sentimentos, sua maneira de ser… Por longos anos submeteu-se a uma terapia especializada, aprendendo a separar a ficção da realidade.
Lembro-me de antigo filme que abordava esse problema. Dedicado ator teatral empenhava-se tanto em “vestir” a personagem que, literalmente, a incorporava, o que lhe causava sérios embaraços.
Certa feita interpretou um psicopata que estuprava e matava mulheres. Então aconteceu o pior: nas cidades onde a peça era encenada, crimes dessa natureza hedionda foram cometidos.
Era o ator a “encarnar” o cruel assassino.
Se a coexistência com simples personagem de ficção causa tamanho embaraço, imaginemos a confusão que haveria em nossa cabeça se conservássemos a consciência das múltiplas personalidades que incorporamos ao longo dos milênios!
Muitos doentes internados em hospitais psiquiátricos, tomados por doidos que julgam ser outra pessoa, apenas revivem personalidades anteriores, experimentando um embaralhamento de suas percepções, sentimentos e idéias.
***
Observe, leitor amigo, outro aspecto importante:
O Espírito não tem sexo como morfologia, conforme ocorre com o homem e a mulher, identificados por seus órgãos reprodutores. Apenas como psicologia, com características masculinas ou femininas predominantes.
Pode reencarnar como homem ou mulher, de conformidade com seus programas e necessidades. Se o sexo físico é oposto ao sexo psicológico predominante há uma polarização do componente psicológico “recessivo”, ajustando a morfologia à psicologia.
O problema do homossexualismo ocorre geralmente porque, em face de um problema cármico, o Espírito, ao trocar de sexo na reencarnação, não consegue esse acomodamento psicológico.
Sente-se homem em corpo de mulher e vice-versa.
Se esse problema existe em função apenas de uma reencarnação mal resolvida, muito mais grave seria se houvesse reminiscência plena do passado, envolvendo múltiplas vidas e alternâncias de sexo!
***
Imaginemos quantos problemas enfrentaríamos, particularmente na convivência familiar, se recordássemos o passado.
O pai admoesta severamente o filho de dez anos, que no pretérito foi seu genitor. O menino reage:
¬– Ó fedelho! Que falta de respeito? Não se atreva a levantar a voz para mim ou lhe darei umas boas palmadas!
Como conviver com desafetos do passado, que hoje estão ligados a nós pelos laços da consangüinidade?
Como reagiria a mãe, sabendo que seu filho que acalenta ao seio foi aquele bandido que a estuprou e matou numa vida passada? Ou foi o senhor de engenho que abusou dela, como escrava, e providenciou para que o filho gerado fosse afogado no rio ao nascer?
Experiências dessa natureza podem nos parecer inconcebíveis, mas ocorrem como recursos indispensáveis de perdão, reconciliação e harmonização. Serão repetidas e repetidas, interminavelmente, até aprendermos todos que somos irmãos!
***
Outros problemas que surgiriam sem o esquecimento:
Como conviveríamos com criminosos notórios?
Um Hitler, um Átila, um Stalin, ou um psicopata que violenta e assassina crianças?
Situados em penosos processos cármicos, seria muito difícil contarem com a compaixão dos homens, o que tornaria ainda mais problemática sua regeneração.
E como lidar com as reminiscências de males que praticamos, de vícios que cultivamos, de mágoas que alimentamos?
Quando comprometidos no vício, no erro, na delinqüência, que bom se pudéssemos esquecer e recomeçar!…
Um criminoso que sai da cadeia, certamente gostaria de ser outra pessoa, anônimo na multidão, sem que ninguém lhe identificasse o passado comprometedor.
O esquecimento é bênção de Deus!
***
Alegam seus detratores que a reencarnação destrói a família. Uns reencarnam, outros ficam no plano espiritual; há os que vinculam-se a outros grupos e os que seguem por outros caminhos…
Poderíamos dizer que verdadeiramente destruidora dos laços familiares seria a unicidade da existência, com o julgamento final das almas e seu confinamento definitivo em abismos infernais ou paragens celestiais.
Duas almas que seguissem caminhos diferentes, por maior fosse o amor que sentissem uma pela outra, estariam definitivamente separadas, como a mãe virtuosa no Céu, apartada do filho, pecador irremissivelmente segregado no Inferno.
Não há misericórdia nessa concepção, porquanto não se permite nem mesmo que a mãe socorra o filho.
Pior – ela será feliz no Céu, sem condoer-se do filho no Inferno?
E ainda que familiares fossem juntos para o Inferno, parte expressiva de sua pena estaria na impossibilidade de desfrutarem de qualquer contato, capaz de amenizar seus tormentos.
No Céu, em comunhão com Deus, o Espírito teria preenchido todas as suas aspirações e atendidas todas as suas necessidades, sem espaço para ligações afetivas.
Por isso nenhum tratado de teologia dogmática cogita da vida familiar além-túmulo, impossível no Inferno, dispensável no Céu.
Na reencarnação ocorre o contrário.
Em primeiro lugar, salvo exceções, estagiamos muito mais tempo no Plano Espiritual, a pátria comum, onde os Espíritos formam comunidades, atendendo à condição gregária que caracteriza os seres pensantes da Criação.
Encarnados ou desencarnados, fomos criados para a convivência social. Assim, fatalmente reencontraremos nossos familiares.
E aqueles com os quais temos afinidade estarão sempre conosco, acompanhando-nos na experiência humana ou situando-se na Espiritualidade como nossos protetores.
O amor entranhado que sentimos, geralmente, por nossos familiares não é fruto simplesmente das ligações consangüíneas ou de convivência efêmera nesta vida. Vem do passado distante, sedimentado por múltiplas experiências em comum, a caminho do amor fraterno, o amor perfeito preconizado e exemplificado por Jesus.
***
É importante formar uma consciência reencarnatória, a plena compreensão de que estamos em trânsito pela Terra, em jornada de aprendizado e reajuste.
É preciso valorizar essa abençoada bolsa de estudos que Deus nos concede no educandário terrestre, com os benefícios do esquecimento, a fim de superarmos paixões e fixações que precipitaram nossos fracassos no passado.
Do livro Espiritismo, uma Nova Era

Mediunidade Infantil

domingo, 8 de maio de 2011

Novos Títulos

Também estamos disponibilizando para venda os seguintes títulos literários:

BOA LEITURA!