Na prática, o amor sempre da certo. É como a boa semente.Plantou, vingou,produziu fruto. A energia do amor esta plantada em DEUS. Lourival Lopes "Sementes de Felicidade"
Amor & Caridade
AMOR & CARIDADE
Nao perca tempo, lamuriando.Trabalhe.
Incompreensões???
Nao busque torná-las maiores, através de exigências e queixas. facilite o caminho.
Tristezas? afaste-se de qualquer disposição ao desânimo.
André luiz-"Coragem"
sábado, 28 de maio de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
Problemas de Entendimento - Richard Simonetti
Texto retirado do site do autor
Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.
Diferenças culturais e educacionais geram problemas de comunicação.
O que nos parece óbvio e cristalino, pode parecer duvidoso ou nebuloso para outra pessoa ou vice-versa.
Constata-se isso nas rotinas do dia-a-dia, nos bancos escolares, na vida social e profissional, nas atividades religiosas…
Acontece particularmente no lar:
Se o marido diz que é preciso economizar, a cara-metade entende que a considera uma “metade cara”.
Se a esposa pede colaboração no cuidado da casa, o marido imagina que ela “não quer nada com a dureza”.
Outro exemplo está no pagamento de sinistros.
Sinistro é acidente, no jargão das companhias de seguro.
Para habilitarem-se ao ressarcimento dos prejuízos, os segurados fazem um histórico da ocorrência. Aqui surgem as complicações, porquanto algumas de suas alegações são decididamente extravagantes. Parecem textos humorísticos.
Alguns exemplos:
Eu estava com o veículo regularmente estacionado, quando um vagão de trem colidiu com meu carro.
Eu bati contra um carro parado que vinha em direção contrária.
A causa indireta do acidente foi um rapazinho, num carrinho pequeno, com uma boca enorme.
Eu disse à polícia que não estava machucado, mas quando tirei o chapéu, percebi que havia fraturado o crânio.
O pedestre não tinha idéia de onde ir; então eu o atropelei.
Eu vi um velho mole, de cara triste, quando ele caiu no teto do meu carro.
Eu vinha dirigindo há quarenta anos, quando dormi no volante e sofri o acidente.
De volta para casa eu entrei com o meu carro na casa errada e bati numa árvore que não é minha.
Eu estava a caminho do médico com um problema na traseira, quando minha junta universal caiu, causando o acidente.
Um carro invisível veio, não sei de onde, bateu no meu carro e desapareceu.
Na tentativa de matar uma mosca eu atropelei o cidadão.
Eu saí do acostamento, olhei para a cara da minha sogra e caí pela montanha abaixo.
Pobre sogra! Sempre envolvida em sinistros…
***
Os segurados que apresentaram essas “preciosidades” eram motoristas habilitados; portanto, alfabetizados. No entanto, experimentaram incontornável dificuldade para avaliar, definir e explicar com clareza e objetividade os acidentes em que se envolveram.
Se isso acontece em relação a fatos do dia-a-dia, que dizer de um princípio como a reencarnação, que envolve complexas experiências que se estendem ao longo dos milênios?
***
Algumas “preciosidades”:
Alguém explicava que os Espíritos compõem famílias espirituais, que se reúnem em experiências reencarnatórias.
Reclamou a senhora que vive às turras com o marido:
– O quê! Deverei suportar outra vez aquele traste?!
Não sabe que uma das finalidades principais do casamento é a harmonização das almas, impossível de ocorrer quando apenas “suportarmos” o cônjuge.
E o mal informado usurário, preocupado com seu patrimônio, imagina:
– A idéia é ótima! Reencarnarei como filho de meu filho e herdarei minha própria fortuna!
Mais provável que reencarne como neto da humilde faxineira, confinado na pobreza para vencer a usura.
***
Noutro dia me perguntaram:
– Como pode a reencarnação existir desde o aparecimento do Homem, se a Doutrina Espírita surgiu no século passado?
As pessoas não entendem que Espiritismo não inventou a Reencarnação.
Apenas a enuncia e explica, situando-a como lei divina que disciplina o progresso dos Espíritos, oferecendo-lhes experiências na carne, compatíveis com suas necessidades.
Há a clássica pergunta, que se constitui no surrado argumento usado por pessoas que negam a reencarnação:
– Se os Espíritos reencarnam sempre, num interminável ir e vir; se são sempre os mesmos, como explicar o crescimento da população terrestre?
Essa dúvida, aceitável no ignorante, é inconcebível nas pessoas que, pretendendo contestar os princípios espíritas, proclamam tê-los estudado.
Qualquer iniciante sabe que:
• A população de Espíritos desencarnados é bem maior que a dos encarnados.
• A criação de Espíritos é infinita.
• Há Espíritos imigrantes que vêm de outros planetas para experiências na Terra.
Esses fatores, somados, compatibilizam, tranqüilamente, a reencarnação com o crescimento populacional.
***
Uma pergunta curiosa:
– Não entendo como fui alguém que viveu outras vidas, em séculos passados! Não posso ser outra pessoa!
Essa dúvida exprime dificuldade em distinguir entre personalidade e individualidade.
Um ator, ao longo de sua vida, representa muitos papéis – é o homem, é a mulher; é o velho, o moço, o bandido, o mocinho, o rico, o pobre, o aluno, o professor, o pai de família, o filho problema… É, sobretudo, ele mesmo.
Vive múltiplas experiências, assume incontáveis personalidades, acumula conhecimentos, sem perder sua individualidade.
O mesmo acontece com o Espírito, no suceder das reencarnações.
Mudam os papéis, obviamente relacionados com o estágio evolutivo alcançado (o honesto jamais será um larápio; nem viciado o virtuoso, ou egoísta o altruísta) mas será sempre ele mesmo, com suas tendências e aptidões, a incorporar valores, amadurecendo, crescendo espiritualmente, em vivências que o conduzirão aos estágios mais altos de espiritualidade.
A partir desse entendimento, surge a indefectível dúvida:
Se é assim, se somos sempre o mesmo indivíduo, vivenciando sucessivas personalidades, por que esquecemos?
Não seria mais produtivo conservar a lembrança das vidas anteriores, principalmente quando sofremos as conseqüências de nossas faltas? Não seria mais fácil admitir que estamos pagando dívidas, guardando a lembrança delas?
São argumentos interessantes.
Parecem evidenciar que o esquecimento do passado não é razoável, nem proveitoso.
Na verdade, ocorre o contrário.
Em favor de nossa própria estabilidade, é indispensável que a reencarnação esteja contida em compartimento estanque; que vivamos cada uma isoladamente, sem consciência das anteriores, apenas acumulando experiências.
Uma atriz, reportando-se ao início de sua carreira, confessou que assimilava tão intensamente as personagens representadas no teatro, que estas acabavam exercendo forte influência sobre seus sentimentos, sua maneira de ser… Por longos anos submeteu-se a uma terapia especializada, aprendendo a separar a ficção da realidade.
Lembro-me de antigo filme que abordava esse problema. Dedicado ator teatral empenhava-se tanto em “vestir” a personagem que, literalmente, a incorporava, o que lhe causava sérios embaraços.
Certa feita interpretou um psicopata que estuprava e matava mulheres. Então aconteceu o pior: nas cidades onde a peça era encenada, crimes dessa natureza hedionda foram cometidos.
Era o ator a “encarnar” o cruel assassino.
Se a coexistência com simples personagem de ficção causa tamanho embaraço, imaginemos a confusão que haveria em nossa cabeça se conservássemos a consciência das múltiplas personalidades que incorporamos ao longo dos milênios!
Muitos doentes internados em hospitais psiquiátricos, tomados por doidos que julgam ser outra pessoa, apenas revivem personalidades anteriores, experimentando um embaralhamento de suas percepções, sentimentos e idéias.
***
Observe, leitor amigo, outro aspecto importante:
O Espírito não tem sexo como morfologia, conforme ocorre com o homem e a mulher, identificados por seus órgãos reprodutores. Apenas como psicologia, com características masculinas ou femininas predominantes.
Pode reencarnar como homem ou mulher, de conformidade com seus programas e necessidades. Se o sexo físico é oposto ao sexo psicológico predominante há uma polarização do componente psicológico “recessivo”, ajustando a morfologia à psicologia.
O problema do homossexualismo ocorre geralmente porque, em face de um problema cármico, o Espírito, ao trocar de sexo na reencarnação, não consegue esse acomodamento psicológico.
Sente-se homem em corpo de mulher e vice-versa.
Se esse problema existe em função apenas de uma reencarnação mal resolvida, muito mais grave seria se houvesse reminiscência plena do passado, envolvendo múltiplas vidas e alternâncias de sexo!
***
Imaginemos quantos problemas enfrentaríamos, particularmente na convivência familiar, se recordássemos o passado.
O pai admoesta severamente o filho de dez anos, que no pretérito foi seu genitor. O menino reage:
¬– Ó fedelho! Que falta de respeito? Não se atreva a levantar a voz para mim ou lhe darei umas boas palmadas!
Como conviver com desafetos do passado, que hoje estão ligados a nós pelos laços da consangüinidade?
Como reagiria a mãe, sabendo que seu filho que acalenta ao seio foi aquele bandido que a estuprou e matou numa vida passada? Ou foi o senhor de engenho que abusou dela, como escrava, e providenciou para que o filho gerado fosse afogado no rio ao nascer?
Experiências dessa natureza podem nos parecer inconcebíveis, mas ocorrem como recursos indispensáveis de perdão, reconciliação e harmonização. Serão repetidas e repetidas, interminavelmente, até aprendermos todos que somos irmãos!
***
Outros problemas que surgiriam sem o esquecimento:
Como conviveríamos com criminosos notórios?
Um Hitler, um Átila, um Stalin, ou um psicopata que violenta e assassina crianças?
Situados em penosos processos cármicos, seria muito difícil contarem com a compaixão dos homens, o que tornaria ainda mais problemática sua regeneração.
E como lidar com as reminiscências de males que praticamos, de vícios que cultivamos, de mágoas que alimentamos?
Quando comprometidos no vício, no erro, na delinqüência, que bom se pudéssemos esquecer e recomeçar!…
Um criminoso que sai da cadeia, certamente gostaria de ser outra pessoa, anônimo na multidão, sem que ninguém lhe identificasse o passado comprometedor.
O esquecimento é bênção de Deus!
***
Alegam seus detratores que a reencarnação destrói a família. Uns reencarnam, outros ficam no plano espiritual; há os que vinculam-se a outros grupos e os que seguem por outros caminhos…
Poderíamos dizer que verdadeiramente destruidora dos laços familiares seria a unicidade da existência, com o julgamento final das almas e seu confinamento definitivo em abismos infernais ou paragens celestiais.
Duas almas que seguissem caminhos diferentes, por maior fosse o amor que sentissem uma pela outra, estariam definitivamente separadas, como a mãe virtuosa no Céu, apartada do filho, pecador irremissivelmente segregado no Inferno.
Não há misericórdia nessa concepção, porquanto não se permite nem mesmo que a mãe socorra o filho.
Pior – ela será feliz no Céu, sem condoer-se do filho no Inferno?
E ainda que familiares fossem juntos para o Inferno, parte expressiva de sua pena estaria na impossibilidade de desfrutarem de qualquer contato, capaz de amenizar seus tormentos.
No Céu, em comunhão com Deus, o Espírito teria preenchido todas as suas aspirações e atendidas todas as suas necessidades, sem espaço para ligações afetivas.
Por isso nenhum tratado de teologia dogmática cogita da vida familiar além-túmulo, impossível no Inferno, dispensável no Céu.
Na reencarnação ocorre o contrário.
Em primeiro lugar, salvo exceções, estagiamos muito mais tempo no Plano Espiritual, a pátria comum, onde os Espíritos formam comunidades, atendendo à condição gregária que caracteriza os seres pensantes da Criação.
Encarnados ou desencarnados, fomos criados para a convivência social. Assim, fatalmente reencontraremos nossos familiares.
E aqueles com os quais temos afinidade estarão sempre conosco, acompanhando-nos na experiência humana ou situando-se na Espiritualidade como nossos protetores.
O amor entranhado que sentimos, geralmente, por nossos familiares não é fruto simplesmente das ligações consangüíneas ou de convivência efêmera nesta vida. Vem do passado distante, sedimentado por múltiplas experiências em comum, a caminho do amor fraterno, o amor perfeito preconizado e exemplificado por Jesus.
***
É importante formar uma consciência reencarnatória, a plena compreensão de que estamos em trânsito pela Terra, em jornada de aprendizado e reajuste.
É preciso valorizar essa abençoada bolsa de estudos que Deus nos concede no educandário terrestre, com os benefícios do esquecimento, a fim de superarmos paixões e fixações que precipitaram nossos fracassos no passado.
Do livro Espiritismo, uma Nova Era
segunda-feira, 16 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
Novos Títulos
BOA LEITURA!


Comunico que já está disponível na locadora da casa o DVD do filme Nosso Lar.
Para quem não pôde assistir no cinema essa é a oportunidade esperada e para quem já assistiu, ASSISTA DE NOVO, sempre teremos um aprendizado diferente.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
ESTUDOS
AGORA NA PÁGINA "APOSTILAS DE ESTUDOS"
CLIQUE NO LINK
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VOCÊ PODE CONTAR COM TODOS OS PROGRAMAS FUNDAMENTAIS EM FORMATO DE SLIDES,NÃO DEIXE DE BAIXAR E VISUALIZAR ESSES ARQUIVOS.
BOM ESTUDO!
sexta-feira, 15 de abril de 2011
DIA DO ESPÍRITA.
Dia do espírita é comemorado em Uruguaiana
Em comemoração ao dia do espírita, a União Municipal Espírita de Uruguaiana, promove amanhã (16), no Parcão de Uruguaiana, um evento com apresentações artísticas, palavras do movimento espírita e mateada. As atividades começam a partir das 18h até as 21h, na concha acústica.
Conforme projeto lei aprovado pela Câmara de Vereadores de Uruguaiana em outubro de 2009, foi instituído no calendário oficial de Uruguaiana o Dia do Espírita, no dia 18 de abril, coincidindo com a comemoração do dia do espírita no Brasil.
Na próxima semana, de 18 a 22, acontece um ciclo de palestras nas casas espíritas da região.
Programação
Atividades no Parcão
Apresentações artísticas com grupos de canto da UME;
Apresentação de músicos de Uruguaiana;
Mensagens Espíritas em telão;
Palavra das lideranças do movimento Espírita;
Mostra de Livros;
Mateada
sexta-feira, 1 de abril de 2011
AS MÃES DE CHICO XAVIER
'As mães de Chico Xavier' resume filmes sobre o médium
Produção nacional chega aos cinemas nesta sexta-feira (1º). Nelson Xavier repete papel do filme de Daniel Filho.
Do G1
Da Reuters
'As mães de Chico Xavier', que chega aos cinemas de todo o Brasil, marca o encerramento do ano de centenário do nascimento do médium.
Cenas do filme 'Mães de Chico Xavier': histórias de três mulheres convergem (Foto: Divulgação)
Esse longa, de certa maneira, faz uma síntese dos três filmes relacionados com Chico Xavier lançados nos últimos meses: 'Chico Xavier', a biografia assinada por Daniel Filho; 'Nosso lar', adaptação do livro homônimo; e 'As cartas psicografadas de Chico Xavier', documentário sobre comunicação entre vivos e mortos.
Ao centro de 'As mães de Chico Xavier' estão três mulheres com dilemas que envolvem a vida e o além.
Ruth (Via Negromonte, de 'Chico Xavier') é casada com Mário (Herson Capri), produtor de televisão, cujo filho, Raul (Daniel Dias) está envolvido com drogas. O casamento de Elisa (Vanessa Gerbelli, de 'Sem controle') está em crise, e ela deposita toda sua esperança no filho pequeno (Gabriel Pontes). E Lara (Tainá Muller, de 'Cão sem dono') descobre-se grávida de seu namorado (Gustavo Falcão), que ganhou uma bolsa de estudos na Espanha. Ela cogita fazer um aborto.
No longa-metragem, Nelson Xavier interpreta o médium novamente (Foto: Divulgação)
Histórias que convergem Como na estrutura dos filmes do diretor mexicano Alejandro González Iñárritu, as três histórias correm em paralelo até convergirem na figura do médium que, novamente, é interpretado por Nelson Xavier.
O roteiro, assinado por Emmanuel Nogueira e Glauber Filho, que também dirige o longa com Halder Gomes, é baseado no livro 'Por trás do véu de Ísis', do jornalista Marcel Souto Maior.
Caio Blat interpreta Karl, um repórter de televisão que é uma espécie de alterego de Souto Maior. Trabalhando com Mário, o rapaz é incumbido de entrevistar Chico Xavier, e comprovar a veracidade das cartas.
A entrevista virá em boa hora para juntar as três histórias. Há poucas dúvidas no personagem de Blat, que aceita as mensagens como verídicas e se impressiona com o médium. O elo entre as três tramas, mais do que o médium e a comunicação pós-morte, é a temática da maternidade.
Ruth acha que falhou ao criar seu filho. Artista plástica, tenta superar suas frustrações pintando quadros. Elisa se transforma em mãe em tempo integral. Negligenciada pelo marido (Joelson Medeiros), ela encontra no filho a única razão para passar os seus dias. Já Lara tem dúvidas se nasceu para ser mãe. Esse questionamento, aliás, rende a única boa cena do filme, envolvendo as duas personagens, já perto do final.
'As mães de Chico Xavier' é um filme de mensagens, uma espécie de propaganda nada sutil de doutrinas e julgamentos morais, como demonstra um letreiro final, que avisa: 'Esse filme é dedicado às vítimas do aborto provocado'.
(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)
* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb
quinta-feira, 31 de março de 2011
O Passe: Entrevista com Jacob Melo
Entrevista realizada no canal IRC Espiritismo.
IRC Espiritismo – Em seu livro Passes e Radiações, Edgard Armond atribuiu diferentes tipos de passes para a conduta em centros espíritas. Como você vê essa divisão técnica dos passes?
Jacob Melo – Em princípio, preferimos as anotações de Kardec. Ele dividiu didaticamente o passe em três níveis: espiritual, humano e misto. Uma profusão de técnicas, sem o respaldo do Magnetismo, põe em dúvida algumas dessas técnicas. Assim, reconhecemos a validade de uma distinção de técnicas em função dos objetivos, desde que resguardados os cuidados pertinentes. A meu ver, Edgard Armond não apresentou em suas obras as justificativas que se fariam necessárias. Não digo que elas sejam desprovidas de valor prático, mas carecem de uma base de sustentação teórica, em termos de Magnetismo, e prática, em termos do que sugere Allan Kardec.
Só médiuns passistas podem aplicar o passe? É necessária uma aptidão especial ou um “não médium” pode aplicar também?
Em tese, qualquer pessoa pode aplicar passe. Tomando-se a divisão de Kardec, em alguns casos são necessários algumas aptidões e predisposições. No caso do Magnetismo ou passe humano, a pessoa deverá possuir disposição natural ou induzida de doação magnética. Para o caso do passe espiritual, há que se atender às necessidades morais. Portanto, não há necessidade de ser obrigatoriamente médium, mas há a necessidade de disposição de doação fluídica e de amor.
Qual é a necessidade de se aplicar passe deitado, se a pessoa não está debilitada?
O uso de uma maca ou cama deve estar relacionado a algum fator, seja esse fator de ordem de comodidade do passista ou de melhor conforto para o paciente. Havemos de convir que, quanto mais confortáveis estejam ambos, melhores condições terão para o sucesso da transmissão e recepção fluídica. Entretanto, os passes podem ser aplicados com os pacientes em pé, deitados, sentados, de frente, de costas etc.
Essa modalidade deve ser rotineiramente aplicada nos Centros Espíritas, como temos visto inclusive na sala de passe do Confrade?
Não é necessário que esta prática seja rotineira, nem mesmo a própria aplicação do passe. Este deve ser aplicado apenas e tão somente quando é constatada a necessidade dele. Só que, se eliminarmos os passes das casas espíritas, baseados nessa premissa, sem dúvida iremos cair num fator de complicação muito sério. Como sempre, o bom senso indica a melhor medida, a melhor ocasião e a melhor maneira.
Somos informados que os nossos fulcros energéticos ou chakras, quando em estado normal, giram numa determinada velocidade. Estando o corpo doente (em desequilíbrio), continuam os chakras com a mesma velocidade?
Não. Nem com a mesma intensidade, nem com a mesma regularidade. Daí a necessidade da ordenação dos campos vitais (chakras).
É certo afirmar que, ao aproximarmos mais as mãos do paciente, estamos doando energia excitante e, ao afastarmos, energia calmante?
Quase isso! Os passes próximos, em relação ao Magnetismo, tornam os efeitos fluídicos com características ativantes ou excitantes. Quando aplicados à distância do corpo do paciente, tornam-se calmantes. Portanto, não são energias excitantes ou calmantes e sim a percepção e o efeito delas.
Com relação a uma pessoa refratária ao passe de um médium – passe magnético, espiritual ou misto qual a conduta mais adequada do passista nesse momento?
Imaginemos o passista portador de Magnetismo Humano. Com técnicas dispersivas (movimentação rápida das mãos), ele atenua essas discrepâncias fluídicas. O ideal, contudo, é o passista aprender técnicas para entrar em “relação magnética” ou “contato magnético” com o paciente. No caso do passista espiritual, há uma necessidade evidente de maior poder de concentração e oração. Mesmo aí, as técnicas dispersivas também ajudam sobremaneira.
Quais os centros de forças e os plexos que mais atuam no passe? Até onde vai a importância deles no passe?
No caso do passista magnético, os centros vitais que mais “usinam” fluidos são o gástrico, o esplênico e o laríngeo. Apesar disso, os outros também atuam. A importância disso vai repercutir diretamente na qualidade e no refinamento dos fluidos em usinagem. Por exemplo, o entendimento do funcionamento desses centros vitais explicarão, sem quaisquer misticismos, as implicações decorrentes da ingestão de alimentos, medicamentos, drogas, uso e abuso do sexo etc. Nos pacientes, há a necessidade de se verificar os mais desarmonizados para se propiciar um melhor atendimento.
No passe, a pessoa que aplica obrigatoriamente tem que ser moralmente “superior” à pessoa que está recebendo? O passista pode se prejudicar em alguma situação?
A questão “superior” é subjetiva por si mesma. No caso do passe espiritual, há uma necessidade imperiosa de um equilíbrio moral e espiritual por parte do passista. No caso do Magnetismo, a própria vida nos demonstra que pessoas de moral duvidosa têm obtido resultados vulgarmente qualificados de milagrosos. Quanto à questão de um passista sofrer prejuízos, infelizmente pode, haja vista o número relativamente grande de passistas que chegam a lamentáveis casos de fadiga fluídica. Isso tanto se deve a excessos de doação magnética quanto à falta de técnicas e de desconhecimento sobre como se defender com as próprias técnicas.
Já ouvimos falar de diversas técnicas de passe, como passes transversais, rotatórios, perpendiculares, longitudinais. Gostaria de saber o que difere nessas técnicas, ou são todas iguais?
Há diferença entre elas sim. Por exemplo, os transversais e perpendiculares são, na sua maioria, dispersivos. Os rotatórios normalmente são concentradores e os longitudinais tanto podem ser dispersivos, concentradores, ativantes ou calmantes. Logo, há uma necessidade real de estudo para uma maior segurança do uso das técnicas.
Quando uma pessoa que não acredita nos efeitos do passe (por exemplo, materialista) é levada a tomá-lo, os efeitos são os mesmos ou a disposição prévia e boa vontade do receptor influi nos resultados?
Influi decisivamente. Isto não quer dizer que um descrente não possa ser beneficiado, só que esta não é a regra. Observemos que a própria ciência prova que o fato de acreditarmos mais em um médico do que noutro já potencializa ou diminui os efeitos do tratamento. O que não se esperar de uma transferência tão sutil quanto a fluídica veiculada através do passe?
Já se ouviu falar de casos de morte cerebral em uma regressão na transmissão do passe. Que restrições devem ser tomadas para transmiti-lo e por que ele é tantas vezes tão perigoso?
Vamos por partes. Primeiro, não conheço nenhum caso conforme o narrado. Depois, as imposições são, por si sós, concentradoras fluídicas. Como se aplica muita imposição sobre o coronário, o passista, sendo um doador de densos fluidos magnéticos, naturalmente saturará este centro de uma maneira desequilibrante e, daí, podem advir conseqüências constrangedoras. Para se evitar tais ocorrências é que se conta com os passes dispersivos. As restrições deverão ser vencidas através do conhecimento. Para tanto, cabe às diretorias das casas espíritas fazerem regularmente treinamentos e avaliações de seu quadro de passistas.
Se eu estiver pensando mentalmente em acalmar, a distância terá mesmo influência? Qual a distância das mãos para acalmar e para excitar?
Lamentavelmente, em termos de magnetismo humano, nossa indução mental nem sempre supera a influência fluídica. No GEAK, grupo ao qual estamos ligados em Natal, temos feito pesquisas nesta área há mais de sete anos e já temos muitas evidências de que a indução mental para se obter um resultado diferente do que o magnetismo ensina não tem sido positivo. As distâncias médias consideradas são um palmo do corpo do paciente (25 centímetros, em média). Daí, em direção ao corpo, são ativantes e, em se afastando do corpo, quanto mais distantes, mais calmantes.
Como controlar a quantidade de energia aplicada?
Só a prática determina. Se você ou o passista é doador de fluidos magnéticos e está se iniciando agora na prática, recomendamos um máximo de três aplicações por sessão e uma sessão por semana. A partir daí, observe-se para saber suas reações no dia imediatamente posterior à aplicação. Havendo cansaço ou sono, insônia, ressaca e indisposições gástricas, é provável ter havido um excesso de doação ou a falta de uma aplicação técnica mais correta. Não tendo havido problema, vá aumentando a cada semana um passe até chegar ao seu limite ideal. Apesar desta resposta, seria necessária uma abordagem mais ampla para que pudéssemos entender o motivo de tantos cuidados com a aplicação do passe.
Após a doação, ocorrendo fraqueza, como recuperar as energias?
Sendo fraqueza detectada ainda no ambiente onde houve a aplicação do passe, solicite a um outro passista que lhe aplique passes dispersivos. Havendo água fluidificada, beba um pouco. No caso da fraqueza surgir no dia seguinte, evite desgastes físicos desnecessários, alimente-se de maneira mais leve que o habitual, se possível caminhe (não se trata de caminhada como exercício físico e sim como um passeio) em algum lugar onde respire ar puro e, não sendo portador de diabetes, tome água de coco. Não estamos falando das implicações e necessidades espirituais, porque acreditamos que todos sabemos do conveniente e necessário uso da oração e da conexão com o mundo espiritual superior.
O que é o “sopro” ou “insuflação quente”? E o que é a “insuflação fria”?
São as técnicas em que se usam as doações fluídico-magnéticas pelo sopro. A insuflação quente tem por característica ser extremamente ativante, enquanto que a fria normalmente é calmante e dispersiva. Em termos de aplicação, a fria é procedida como quem sopra uma vela, enquanto a quente é como um “bafo”. Não se entenda, entretanto, que basta soprar para se fazer insuflação. É necessário que se tenha a disposição de exteriorização fluídica pelas vias superiores.
No passe magnético, existe realmente a relação recepção/doação através das mãos esquerda e direita?
Isto é muito comentado pela chamada escola dos polaristas. Ocorre que nem mesmo os polaristas são concordantes entre si. Por sua vez, a prática demonstra não haver maior significado na inversão das mãos, tanto é que, particularmente, nunca vi em nenhum Centro Espírita algum passista, antes de iniciar sua tarefa, perguntar se os pacientes são canhotos ou destros.
Como você compara a dieta vegetariana com a carnívora para um médium passista?
Tudo leva a crer que o vegetariano leva vantagens. Mas lembramos que, em tudo, a virtude está no meio. Se em O Livro dos Espíritos, no Novo Testamento e numa entrevista de Chico Xavier encontramos informações que não condenam definitivamente a carne, não seremos nós que o faremos. Ainda assim, não podemos concordar com o excesso de alimentação, seja vegetariana ou não. Portanto, não creio que o vegetariano, só por isso, seja melhor que o carnívoro, apesar das vantagens que ele tenha, já que todos sabemos dos inconvenientes decorrentes da dificuldade de digestão da carne animal. Um exemplo: É melhor comer um bife com moderação do que jantar meio quilo de alface, vinte tomates, quarenta cebolas e, de sobremesa, duas melancias.
Existe uma correlação tempo/efeito nos passes tipo magnético e espiritual?
Existe correlação tempo/efeito. Existe correlação passe magnético e espiritual. O tempo e o efeito tanto dependem das técnicas quanto dos passistas e dos pacientes. Os passes espirituais, a rigor, não carecem de técnicas, mas as técnicas, se bem conhecidas e aplicadas, em nada prejudicam, ao contrário, só contribuem favoravelmente. Os passes magnéticos, estes sim, precisam de conhecimentos e experiências para se alcançar uma melhor correlação tempo/efeito.
domingo, 27 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
TRANSIÇÃO PLANETÁRIA

O NOVO LIVRO DE DIVALDO FRANCO FALA DE TSUNAMI E EXTRATERRENOS.
Vive-se, na terra, o momento da grande transição de mundo de provas e de expiações, para mundo de regeneração.
( ... )
Sendo o ser humano um espírito em processo de crescimento intelecto-moral, atravessa diferentes níveis nos quais estagia, a fim de desenvolver o instinto, logo depois a inteligência, a consciência, rumando para a intuição...
( ... )
As criaturas ( ... ) que assinalarem a existência pela criminalidade conhecida ou ignorada ( ... ) mantendo conduta egoísta, tripudiando sobre as aflições do próximo ( ... ) não disporão de meios de permanecer na terra, sendo exiladas para mundos inferiores.
( ... )
Desse modo, as grandes calamidades de uma ou de outra procedência têm por finalidade convidar a criatura humana à reflexão em torno da transitoriedade da jornada carnal em relação à sua imortalidade.
( ... )
Chega-se ao máximo desequilíbrio, facultando a interferência divina, a fim de que se opere a grande transformação de que todos temos necessidade urgente.
( ... )
Contribuindo na grande obra de regeneração da humanidade, espíritos de outra dimensão estão mergulhando nas sombras terrestres, a fim de que, ao lado dos nobres missionários do amor e da caridade, da inteligência e do sentimento, que protegem os seres terrestres, possam modificar as paisagens aflitivas, facultando o establecimento do Reino de Deus nos corações...
Equipes de apóstolos da caridade no plano espiritual também descem ao planeta sofrido, a fim de contribuir com as mudanças que devem operar-se...
( ... )
O bem não se detém ante qualquer tipo de fronteira, limite, preconceito, porque é emanação divina para a edificação da vida.
( ... )
( ... ) Aproximadamente, quinhentos obreiros retornarão ao planeta para a preparação da nova era, abrindo espaço para as reencarnações em massa dos migrantes de uma das estrelas da constelação das Plêiades, na tarefa sublime de ajudar a terra a alcançar o patamar de mundo de regeneração.
É certo que outras equipes já nos haviam precedido para esse mister...
( ... )
Participaríamos de atividades de selecionamento de casais para receber como filhos os visitantes de mais além...
( ... )
Soava o momento de intensificar o intercâmbio entre os terrícolas e os visitantes de Alcíone...
( ... )
( ... ) nosso mentor falou-lhes: " Em todas as situações, recordai-vos que sois hóspedes do planeta em transição, convidados a torná-lo um paraíso, após as tormentas contínuas que o sacudirão".
" Viestes de outra dimensão para contribuir com o libertador de consciências terrestres e aceitastes a incubência de cooperar na construção da era da paz e do amor"
" Triunfareis, se permanecerdes fiéis ao amor e à fraternidade, abertos à compaixão e à misericórdia."
( ... )
" Tereis que entender os agressores que nunca procuram compreender o outro e sempre se acreditam com a razão..."
( ... )
" Sede bem-vindos à terra ! Houve um silêncio feito de alegria e esperança ( ... ) os visitantes de bela aparência e portadores de sabedoria, rumaram na direção dos destinos que os aguardavam..."
Extraído do livro TRANSIÇÃO PLANETÁRIA de Divaldo Franco/ Manoel Philomeno de Miranda - Editora LEAL e adaptado por José Matos - Brasília
segunda-feira, 7 de março de 2011
Veja os slides do livro Voltei.Clique Aqui.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
NOTA DE ESCLARECIMENTO-FEB
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Tendo em vista inúmeras manifestações recebidas relacionadas com o anúncio de homenagens que se pretende prestar ao Espiritismo e a Chico Xavier no carnaval carioca, que enfoca a importância da comunicação dos homens com o mundo espiritual, a Federação Espírita Brasileira - FEB informa que tomou conhecimento desse assunto quando da sua publicação, não sendo correta a interpretação de que tenha participado de prévio entendimento.
A FEB esclarece, também, que continua empenhada em promover a difusão da Doutrina Espírita, nos moldes e na forma compatível com os seus princípios doutrinários, com seriedade, dignidade e elevação espiritual.
A FEB esclarece, finalmente, que respeita o direito de todos os que, no uso de sua liberdade de ação, agem no mesmo sentido de colocar a mensagem consoladora e esclarecedora dos ensinos espíritas ao alcance e a serviço de todas as pessoas, onde elas se encontrem, orientando, todavia, para que esse trabalho seja sempre feito preservando os seus valores éticos e doutrinários.
Brasília, 18 de fevereiro de 2011.
Assessoria de Comunicação da FEB
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
O blog e seus caminhos
AS COISAS REALMENTE ESTAO NO SEU DEVIDO LUGAR NA HORA CERTA E PARA QUEM AS NECESSITA!
PAZ AMIGOS MIOS!!!
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
O LIVRO DOS MÉDIUNS - 150 ANOS
O Livro dos Médiuns em seus 150 anos
Vinícius Lousada (1)
Na atualidade, não há compêndio de Espiritismo experimental mais oportuno que O Livro dos Médiuns ou Guia dos médiuns e dos evocadores de autoria do mestre Allan Kardec. Vindo a lume nos dias iniciais de janeiro de 1861 e editado pelo Sr. Didier essa obra, segundo o Codificador (2), consistia no complemento de O Livro dos Espíritos, com o seu caráter científico. Mais tarde, Kardec vai considerá-la no rol das obras fundamentais do Espiritismo.
Ao seu tempo, podia ser adquirida na Livraria do Sr. Didier, tanto quanto, no escritório da Revista Espírita na passagem Saint-Anne, em Paris, em grande volume in-18, de 500 páginas. Em poucos meses do mesmo ano o livro teve uma segunda edição, com nova formatação e inteiramente revisada pelos Espíritos com numerosas observações valorosas de sua lavra, de tal forma que as palavras de Kardec manifestam que a obra era tanto deles quanto de seu autor (3).
Fico a imaginar a emoção, em 1861, de médiuns e dirigentes de grupos espíritas sérios ao encontrarem na produção kardequiana orientação segura para o desenvolvimento e direcionamento feliz da mediunidade, a serviço de uma compreensão mais profunda do mundo invisível porque iluminada pelos saberes produzidos na colaboração interexistencial entre o mestre lionês e os Espíritos Superiores, por sua vez, comandados pelo Espírito de Verdade.
Um guia seguro para lidar com a mediunidade
Não se trata somente de mais um livro, é uma obra indispensável no campo de estudos e meditações em torno da mediunidade para que o seu exercício se torne serviço ao semelhante, seja pela constatação veraz da imortalidade da alma e a identificação de nossa natureza espiritual, seja pelo diálogo criativo e moralizante com os sempre vivos, e ainda, pelo esclarecimento que se pode dar aos sofredores desencarnados, cuja infelicidade a que se atrelaram aguarda a terapêutica do Evangelho de Jesus no verbo fraterno dos reencarnados, sob os auspícios dos Benfeitores Espirituais.
Esse trabalho levado a bom termo por Allan Kardec é resultado de uma longa pesquisa experimental com Espíritos e médiuns, onde o cientista, aos estabelecer um método de experimentação em consonância com o objeto pesquisado – o mundo dos Espíritos e a filosofia ensinada pelos Imortais –, considera seus informadores espirituais não como reveladores pré-destinados, mas, como parceiros de estudos, cada qual contribuindo relativamente em seu patamar evolutivo.
Em O Livro dos Médiuns o Codificador exitosamente esclarece tudo que era referente às manifestações espíritas físicas e intelectuais, em seu contexto histórico, de acordo com os Espíritos Superiores a fim de desenvolver uma teoria espírita explicativa dos fenômenos, os mais variados, produzidos pelos habitantes do Mais Além; como também, das condições de sua reprodução e controle metodológico.
No anúncio que faz da obra na Revue Spirite, destaca que “sobretudo a matéria relativa ao desenvolvimento e ao exercício da mediunidade mereceu de nossa parte uma atenção toda especial.” (4)
Desse modo, já nessa consideração do autor somos convidados a levar em conta que, sobretudo os espíritas, podemos recolher em seu conteúdo um norte para o desenvolvimento seguro da mediunidade (no sentido kardequiano é um processo educativo do médium), e para o uso saudável dessa pré-disposição orgânica, natural e radicada no Espírito em sua capacidade comunicativa, quando manifesta de forma ostensiva.
O leitor estudioso dessa obra nela encontra condições de compreender a fenomenologia que cerca a mediunidade que possa ser portador, os recursos teóricos para lidar com sucesso na vereda da convivência lúcida com os Espíritos e para o enfrentamento adequado de seus desafios e obstáculos que, ao serem encarados sem o devido conhecimento, geram decepções e tristes resultados como a obsessão ou o uso imoral da mediunidade.
Por outro lado, na formação do dirigente e/ou do “doutrinador” (evocador, como Kardec designava o responsável por dialogar com os Espíritos nas reuniões espíritas) a obra é igualmente de sumo valor para que levemos com retidão os diálogos sempre instrutivos que se pode obter com os desencarnados, sendo possível apresentar-lhes questões em prol do esclarecimento moral e intelectual de todos nós, para o que nos orienta Kardec (5).
Enfim, o espiritista convicto encontra nesse livro subsídio para entender melhor o Espiritismo, em sua complexidade, na medida em que a obra revela aspectos essenciais do caráter experimental da Doutrina dos Espíritos, não raramente desconsiderados.
Em prol da Moral e da Filosofia Espírita
Com o advento de O Livro dos Espíritos o Espiritismo abandonava seu período de curiosidade, caracterizado pela especulação nem sempre séria, em nível de entretimento em que eram colocados os fenômenos espíritas por muita gente, na Europa do século XIX, e adentrava seu período de observação ou filosófico no qual “O Espiritismo é aprofundado e se depura, tendendo à unidade de doutrina e constituindo-se em Ciência.” (6)
Kardec via o Espiritismo como uma Ciência Moral (7) e, ao escrever O Livro dos Médiuns, deixa um legado inolvidável e previa de antemão as críticas ciumentas ou personalistas que queriam fazer valer sistemas particulares para a condução das lides mediúnicas, ou ainda, na explicação exclusivista destas, sem a chancela do ensino coletivo dos Espíritos.
Ainda, o cientista do invisível dá uma razão de ser grave à fenomenologia mediúnica para que se recolha com os Espíritos ensinamentos sérios e úteis à nossa felicidade na vida espiritual, evitando-se o desvio do fim providencial da mediunidade nas práticas espíritas.
Respondendo aos seus críticos que talvez supusessem desnecessária a severidade de princípios e conselho obtidos nessa obra, sem querer fundar escola, mas, propagar o direcionamento dado pelos Espíritos Superiores à mediunidade no Espiritismo, Kardec coloca na fachada principal dessa proposta o seu caráter moral e filosófico, sobretudo, em prol dos que se percebem necessitados das esperanças e consolações que podem haurir na Doutrina e nos resultados da atividade mediúnica sob a orientação maior de Jesus.
Nesse ano de comemorações do sesquicentenário de O Livro dos Médiuns procuremos estudar com profunda gratidão, no plano individual e coletivo, esse livro essencial no campo da mediunidade com Jesus e Kardec.
Estudando Kardec
“Nós mesmos pudemos constatar, em nossas excursões, a influência salutar que esta obra exerceu sobre a direção dos estudos espíritas práticos; assim, as decepções e mistificações são muito menos numerosas do que outrora, porque ela ensinou os meios de frustrar as artimanhas dos Espíritos enganadores.” (8)
____________
(1) Pedagogo, palestrante e escritor espírita. E-mail: vlousada@hotmail.com.
(2) KARDEC, Allan. Revista Espírita: jornal de estudos psicológicos. Ano IV. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2006, pág. 22.
(3) Idem, pág. 518.
(4) Idem.
(5) KARDEC, Allan. O livro dos médiuns. 71. ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2003, Cap. XXVI.
(6) KARDEC, Allan. Revista Espírita: jornal de estudos psicológicos. Ano I. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2005, pág. 369.
(7) LOUSADA, Vinícius. Em busca da sabedoria. Porto Alegre: Editora Francisco Spinelli, 2010, p. 104.
(8) KARDEC, Allan. Revista Espírita: jornal de estudos psicológicos. Ano IV. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2006, pág. 517.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
TRANSIÇÃO PLANETÁRIA
OBRA Á VENDA NA BIBLIOTECA DA CASA
TRANSIÇÃO PLANETÁRIA - O NOVO LIVRO DE DIVALDO FRANCO FALA DE TSUNAMI E EXTRATERRENOS.
Vive-se, na terra, o momento da grande transição de mundo de provas e de expiações, para mundo de regeneração.
( ... )
Sendo o ser humano um espírito em processo de crescimento intelecto-moral, atravessa diferentes níveis nos quais estagia, a fim de desenvolver o instinto, logo depois a inteligência, a consciência, rumando para a intuição...
( ... )
As criaturas ( ... ) que assinalarem a existência pela criminalidade conhecida ou ignorada ( ... ) mantendo conduta egoísta, tripudiando sobre as aflições do próximo ( ... ) não disporão de meios de permanecer na terra, sendo exiladas para mundos inferiores.
( ... )
Desse modo, as grandes calamidades de uma ou de outra procedência têm por finalidade convidar a criatura humana à reflexão em torno da transitoriedade da jornada carnal em relação à sua imortalidade.
( ... )
Chega-se ao máximo desequilíbrio, facultando a interferência divina, a fim de que se opere a grande transformação de que todos temos necessidade urgente.
( ... )
Contribuindo na grande obra de regeneração da humanidade, espíritos de outra dimensão estão mergulhando nas sombras terrestres, a fim de que, ao lado dos nobres missionários do amor e da caridade, da inteligência e do sentimento, que protegem os seres terrestres, possam modificar as paisagens aflitivas, facultando o establecimento do Reino de Deus nos corações...
Equipes de apóstolos da caridade no plano espiritual também descem ao planeta sofrido, a fim de contribuir com as mudanças que devem operar-se...
( ... )
O bem não se detém ante qualquer tipo de fronteira, limite, preconceito, porque é emanação divina para a edificação da vida.
( ... )
( ... ) Aproximadamente, quinhentos obreiros retornarão ao planeta para a preparação da nova era, abrindo espaço para as reencarnações em massa dos migrantes de uma das estrelas da constelação das Plêiades, na tarefa sublime de ajudar a terra a alcançar o patamar de mundo de regeneração.
É certo que outras equipes já nos haviam precedido para esse mister...
( ... )
Participaríamos de atividades de selecionamento de casais para receber como filhos os visitantes de mais além...
( ... )
Soava o momento de intensificar o intercâmbio entre os terrícolas e os visitantes de Alcíone...
( ... )
( ... ) nosso mentor falou-lhes: " Em todas as situações, recordai-vos que sois hóspedes do planeta em transição, convidados a torná-lo um paraíso, após as tormentas contínuas que o sacudirão".
" Viestes de outra dimensão para contribuir com o libertador de consciências terrestres e aceitastes a incubência de cooperar na construção da era da paz e do amor"
" Triunfareis, se permanecerdes fiéis ao amor e à fraternidade, abertos à compaixão e à misericórdia."
( ... )
" Tereis que entender os agressores que nunca procuram compreender o outro e sempre se acreditam com a razão..."
( ... )
" Sede bem-vindos à terra ! Houve um silêncio feito de alegria e esperança ( ... ) os visitantes de bela aparência e portadores de sabedoria, rumaram na direção dos destinos que os aguardavam..."
Extraído do livro TRANSIÇÃO PLANETÁRIA de Divaldo Franco/ Manoel Filomeno - Editora LEAL e adaptado por José Matos - Brasília - DF - 10.10.2010
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Não acuse o irmão que parece mais abastado. Talvez seja simples escravo de compromissos.Não condene o companheiro guindado à autoridade. É provável seja ele mero devedor da multidão. Não inveje aquele que administra, enquanto você obedece. Muitas vezes, é um torturado. Não menospreze o colega conduzido a maior destaque. A responsabilidade que lhe pesa nos ombros pode ser um tormento incessante. Não censure a mulher que se apresenta suntuosamente. O luxo, provavelmente, lhe constitui amarga provação. Não critique as pessoas gentis que parecem insinceras, à primeira vista. Possivelmente, estarão evitando enormes crimes ou grandes desânimos. Não se agaste com o amigo mal-humorado. Você não lhe conhece todas as dificuldades íntimas. Não se aborreça com a pessoa de conversação ainda fútil. Você também era assim quando lhe faltava experiência. Não murmure contra os jovens menos responsáveis. Ajude-os, quanto estiver ao seu alcance, recordando que você já foi leviano para muita gente.Não seja intolerante em situação alguma. O relógio bate, incessante, e você será surpreendido por inúmeros problemas difíceis em seu caminho e no caminho daqueles que você ama.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.

